sexta-feira, 6 de julho de 2007

::Web 2.0 significa usar a inteligência coletiva::

Entrevista no site Deutsche Welle

A visão da inteligência artificial está virando realidade, conta Tim O'Reilly. A presença da internet em nossa vida, diz ele, já é muito maior do que pensam alguns desinformados. E não há caminho de volta.

Quando falamos em web 2.0, utilizamos um conceito definido por Tim O'Reilly:

“Web 2.0 significa desenvolver aplicativos que utilizem a rede como uma plataforma. A regra principal é que esses aplicativos devem aprender com seus usuários, ou seja, tornar-se cada vez melhores conforme mais e mais gente os utiliza. Web 2.0 significa usar a inteligência coletiva.”

Em entrevista a Christina Bergmann, Tim O'Reilly falou sobre o futuro da rede mundial. Seguem alguns dos tópicos:

>> Pode-se dizer que a web 2.0 é uma internet democrática?

Creio que, em princípio, todos os novos mercados tecnológicos são democráticos e abertos. Por isso é que há sempre um grande alvoroço a respeito. Os obstáculos são pequenos, qualquer um pode participar. Mas, conforme o tempo passa, o poder se concentra nas mãos de alguns poucos. Na minha opinião, estamos atualmente nesta fase da internet. Sim, é tudo muito democrático, mas chama a atenção o fato de todos os start-ups interessantes não se tornarem independentes, e sim serem comprados por grandes empresas. Neste sistema, os ricos ficam cada vez mais ricos e cada vez menos democráticos.

>> Quando pensamos na maneira como lidamos com o computador, ainda pensamos em sentar à frente de um monitor e digitar coisas num teclado. Mas o computador ficará cada vez mais em segundo plano.

>> Algo é criado através de um trabalho comunitário?

Sim, mas as pessoas não sabem que estão criando algo. (...) Estamos caminhando em direção à inteligência artificial. Embora ainda seja um ser humano que diga ao programa que operação executar. (...) Inserimos cada vez mais dados na rede global e há gente que escreve programas para estabelecer novas conexões. É como se aumentassem as sinapses do cérebro coletivo.

>> Mas, se as pessoas não sabem o que acontece com seus dados, isso não afeta seu direito a uma esfera privada?

Na minha opinião, o futuro desenvolvimento da web 2.0 ainda trará muitas preocupações no que diz respeito à esfera privada. Mas é preciso entender que as pessoas estão dispostas a trocar sua esfera privada pelos benefícios que isso traz. A internet tem má fama no tangente à esfera privada, mas o que acontece quando você usa seu cartão de crédito? Você também fornece todos os seus dados pessoais e ninguém faz alarde a respeito.

>> Haverá então duas sociedades – uma com acesso à internet e outra que fica de fora?

Há sempre diferenças graduais no acesso à tecnologia. Quando o PC foi introduzido, havia um grande grupo que tinha e outro que não tinha. Com o tempo, cada vez mais pessoas adquiriram essa tecnologia. A internet se torna cada vez mais onipresente e será acessível pelo telefone e através de outros equipamentos, em versões mais simples. As informações contidas na internet serão acessíveis de diversas formas.

Nós achamos que há bilhões de computadores lá fora – mas isso é mentira. Na verdade, existe apenas um e é disso que se trata na web 2.0. Tudo será conectado com tudo. O que entendemos hoje por computador é, na verdade, apenas um equipamento de acesso ao cérebro eletrônico global que estamos criando.

Para ler a entrevista na íntegra, visite o site.

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