segunda-feira, 2 de junho de 2008

::Provinha Brasil::


A revista Nova Escola publicou uma reportagem online, entitulada Especialistas questionam Provinha Brasil, analisando a Provinha Brasil, avaliação elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC). Com o objetivo de diagnosticar a aprendizagem dos estudantes com um ano de escolaridade fundamental, o exame testa habilidades descritas na Matriz de Referência de Avaliação em Alfabetização e Letramento, elaborada pelo MEC.

Como eu apliquei a Provinha, fiquei interessada na matéria e compartilho aqui algumas idéias!

Amaury Grenaldi, diretor de Avaliação para a Educação Básica do MEC, diz que:

“Nossa idéia é criar parâmetros mínimos e comuns de avaliação para as séries iniciais do Ensino Fundamental.”

Importante quando pensamos no tamanho deste país e nas grandes diferenças curriculares que existem.

A professora Esther Grossi do Geempa, considera a avaliação inadequada. Entre os seus argumentos:

“Infelizmente, a Provinha tem várias inadequações. Em primeiro lugar, ela reflete a idéia de que se aprende do mais fácil ao mais difícil, do ponto de vista do conteúdo, e não por meio de campos conceituais. (...) A lógica dos níveis da Provinha Brasil não tem nada a ver com essas formulações científicas, já amplamente aceitas mundo afora. O mesmo vale para os descritores de habilidades da Provinha, porque o campo conceitual da Alfabetização não ordena o conhecimento da escrita e da leitura primeiro de palavras ou de letras, para só depois chegar aos textos.(...) Em segundo lugar, a alfabetização considerada como a competência básica mínima de entrada no mundo da escrita pode e deve ocorrer em um ano letivo. É um equívoco de graves conseqüências práticas o prolongamento do tempo de alfabetização para dois anos.”

Cisele Ortiz, psicóloga e formadora do Instituto Avisalá, dia que a Provinha Brasil é uma boa tentativa de começarmos a fazer o diagnóstico da alfabetização nas séries iniciais:

“Por meio dela, os professores terão chance de saber como está o nível da turma e também terão uma idéia de que tipo de proposta podem realizar com base nos resultados. É importante destacar o caráter pedagógico da avaliação. A finalidade não é classificar as crianças, mas orientar as ações pedagógicas do professor com sua turma, do coordenador com seus professores e do gestor com sua escola. Prioritário nesse sistema de avaliação é assegurar que o resultado da avaliação seja considerado na construção de uma política pública de formação para o professor, forma mais eficiente de melhorar a qualidade do ensino e, logo, os impactos na aprendizagem.”

A equipe do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (CEDAC), afirma que:

“O principal mérito da Provinha Brasil é o fato de que a avaliação dos saberes dos estudantes é vista como um subsídio para o planejamento do ensino, de modo a atender às reais necessidades dos alunos, identificadas por meio da análise dos resultados obtidos. (...) O fato de que gestores escolares e outros profissionais - como os coordenadores pedagógicos ou supervisores - estejam envolvidos no processo, desde a discussão que precede à aplicação, na qual se pode conhecer o objetivo e as características da avaliação, até o momento de tomadas de decisões coletivas com base na análise dos resultados, é outro aspecto que nos parece potencialmente produtivo. (...)Por fim, mencionamos outro aspecto positivo: o fato de que no documento Provinha Brasil - Reflexões sobre a Prática são oferecidas aos professores e gestores orientações referentes ao que fazer após a análise dos resultados – evidenciando-se a intenção de que o instrumento de fato cumpra uma função diagnóstica que necessita ter continuidade com a realização de outras ações variadas e articuladas.”

Essas são algumas idéias com as quais concordo – inclusive a da Ester! Para ler a reportagem na integra, clique aqui.

Para saber mais sobre a Provinha Brasil, clique aqui.

Outros posts sobre o assunto:



2 pessoas deixaram comentários!:

bibi disse...

é preciso saber a realidade de cada aluno, essa provinha brtasil pode ser excelente pra alunos de uma determinada região , mas para certos lugares torna-se complicada


sou professora da zona rural aki do RIO G. do norte, meu alunos estão no 1º e 2º anos, mal conhecem as letras que foramamo nome, leem de fora sólabica poucas palavras, eu já fui na secretária da educação, alertei sobre o problema, e falei a verdade,meus alunos nãp estão preparados pra fazer a provinha brasil.

no ano pasado aconteceu o seguinte, os meus alunos na 1ª etapa da provinha tiveram 60 ou 70% de positividade ( eram 15 alunos)

na segunda etapa só compareceram 4 alunos ( os que tiverem mais difiuldades) durante o ano, fiz de tudo dei o meu melhor para ajudá-los

nessa 2ª etapa o resultado foi uma negação, não me senti culpada pois sei que fiz o meu trabalho


só que um pessoa lá da secretári a da educação, simplismente me cahmou de tudo, só não disse que eu era bonita

me chamou de : incompetente, burra, professora burra que não sabe da aula e outra coisas mais de baixo calão

Anônimo disse...

O importante é que o professor conheça a realidade dos seus alunos, e que através desta provinha tenha um ponto de partida para diagnosticar sua turma , aperfeiçoando e modificando métodos para que ocorra realmente a aprendizagem.

Compartilhe