quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

::Internetês da Turma da Mônica::

Pesquisando sobre o "Internetês" conheci um novo personagem da Turma da Mônica: o Bloguinho, um garoto aficionado por Internet, que fala o “internetês”, nas histórias em quadrinhos.

Ele é responsável por trazer, apresentar e implementar esta "nova língua" aos leitores das historinhas de Mauricio de Sousa. Mesmo aqueles que já vivem a realidade do “internetês”, certamente irão aprovar este toque bem-humorado de inovação dos personagens da Turma da Mônica. E, para aqueles que, assim como o Cebolinha e o Cascão, ainda vêem o “internetês” como algo estranho, será uma portinha de entrada para a familiarização com as expressões dessa linguagem da “era digital da comunicação”.

Tenho certeza que alguém já está criticando! Então vou fazer a defesa! :)

Em uma matéria no Jornal do Brasil, Maurício de Souza diz ter ficado fascinado com o “internetês” assim que viu bilhetes de seus filhos - daí a incorporar a tendência nas revistinhas foi um pulo. Diz ainda que as crianças não terão problemas para separar a língua portuguesa desse dialeto cifrado, lembrando ainda os erros cometidos pelo próprio Cebolinha, além do “caipirês” do Chico Bento.

Opinião que é repartida pelo jornalista Paulo Bicarato: “
Lembro-me muito bem que, há alguns anos, o Mauricio de Sousa foi criticado, apedrejado, quase crucificado, quando começou a explorar o linguajar caipira do Chico Bento. A grafia dos balões do Chico Bento seguia o padrão oral, com todas as particularidades a que tem direito. Foi o que bastou para que os puristas, acadêmicos e afins acusassem o Mauricio de emburrecer os leitores infantis, entre outras coisas. Muito provavelmente, o Mauricio terá que aturar críticas desse naipe com a nova personagem, Bloguinho. De minha parte, quero mais que todas as novas formas de expressão sejam exercitadas, ampliando nosso vocabulário, mantedo viva a dinâmica da Língua que acrescenta e incorpora novos termos”, conclui.

Hoje, só no Brasil, esse código lingüístico atinge cerca de 7 milhões de usuários e, apesar de ser mais comum entre as crianças e os jovens, espalha-se rapidamente por toda a população. Apesar de muitas controvérsias se o “internetês” prejudica ou não o aprendizado do português, ele ganha mais adeptos a cada dia, como é o caso do poeta e membro da Academia Brasileira de Letras, Ledo Ivo, de 80 anos, que diz aprovar essa nova língua fonética e econômica. Segundo ele, em entrevista ao Fantástico, na Rede Globo, o “internetês” tem muito a ver com as construções poéticas. “É praticamente a mesma linguagem que eu uso, porque a linguagem de poeta e a linguagem de criança é a mesma coisa. É uma linguagem cifrada”. O “imortal” ainda afirmou, no mesmo programa, que foi ao ar no dia 24 de outubro, não ter preferência por uma ou outra forma de expressão, “uma vez que é importante uma pessoa ser, no mínimo, bilíngüe”, disse em tom de brincadeira.

Para justificar minha opinião sobre o assunto, sugiro duas leituras:

>> Internetês: tradição ou ruptura de linguagem?
>> Trecho de uma dissertação (não há referências)

Fontes:
http://www.monica.com.br/mural/bloguinho.htm
http://www.marmota.org/blog/2004/12/28/1142/


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